Central Nuclear

21 julho 2006

Energias de Portugal targets 11 pct EBITDA CAGR in 2005-2008

LISBON (AFX) - EDP - Energias de Portugal SA said it is targeting a combined annual growth rate of more than 11 pct in EBITDA in the 2005-2008 period, up from 10.4 pct in 2002-2005.
Over the same period, it is aiming to increase the dividend by at least 8 pct a year, with net debt falling below 3.8 times EBITDA in 2008 from 4.6 times last year.
In a presentation of its new strategy in London, the power company said it plans to make annual savings of 70-90 mln eur by 2008 from a cost-cutting programme called Opex.
EDP intends to divest 800 mln eur in non-strategic assets and will step up investment on renewable energy to 46 pct of total spending in 2006-2008 from 22 pct in 2003-2005.
EDP will spend 2.1 bln eur on renewables, 1.4 bln on other generation projects, 890 mln eur in Brazil, 860 mln on distribution and 250 mln on its gas business.
The company intends to retain its place in the world's top five wind energy producers, despite the rapid growth of the sector. The plan should also help it 'manage and reduce (its) CO2 emissions factor with clean generation capacity.'
EDP hopes to have 2,802 megawatts of wind farm capacity by 2008 and has another 1,180 mw in the pipeline for beyond that date.
'EDP's wind farms should be valued at higher multiples than the Spanish average' as they 'have higher utilisation rates than its peers due to its better locations,' the company said.
'EDP is proactively looking for attractive international wind power opportunities and assessing other emerging technologies,' it said.
EDP is evaluating two tidal and wave power projects and six solar energy schemes.
By the end of 2008, EDP expects renewables to form 17 pct of its generating capacity, up from 4 pct last year, with oil and diesel dropping to 13 pct from 16 and coal falling to 18 pct from 26 pct.
Gas-fired power stations will provide 17 pct, up from 13 pct, while hydroelectric capacity will shrink to 33 pct from 41 pct and nuclear will expand to 15 pct from 12, according to EDP projections submitted to CMVM, the stock market regulator.
EDP said it will seek a 'lower risk portfolio and regulatory exposure vis-a-vis its Iberian peers', while targeting 'superior efficiency' through 'leaner operations, capital discipline and stronger performance culture'.
It plans to make 'selective investments' in order to develop a 'leading position on renewables, Brazil and Iberian core business.'
Proposed disposals include the projected sale of a 25 pct holding in national grid operator Rede Electrica Nacional, which EDP aims to carry out before year-end 2007, and the divestment of its telecoms and telecable businesses, both of which which the company hopes to complete this year.
In Brazil, EDP said it is targeting generation after 'having delivered' on distribution. It hopes to gain from an expected upward trend in electricity wholesale prices, with a balance of generation and distribution reducing regulatory risk.
Brazil is a 'ring fenced' growth strategy, with exposure limited to 20 pct of EBIDTA, the company said.
EDP will 'roll out international expansion'. It plans to 'assess midstream or upstream opportunities' and is seeking 'leadership in the Portuguese liberalised gas market.' It also proposes to 'aggressively market' new products and services to its existing customer base.
EDP shares rose in the wake of the release of the new strategy and at 11.56 am the shares were up 0.06 eur or 2.05 pct at 2.99 eur.

Fonte: Forbes.com

20 junho 2006

Nuclear nos automóveis?
Há quem diga que o nuclear não é um substituto dos combustíveis fósseis.
Há quem diga o contrário. Em boa verdade, se pensarmos nos veículos movidos a hidrogénio (que necessita de energia eléctrica para a sua obtenção), a resposta é evidente.
Pelo interesse e pela forma como é exposto, transcreve-se a notícia publicada ontem no HuntigtonNews.net:
«Nuclear Energy and Oil Independence
By HNN Staff
The president of TSAugust (a nonprofit think tank) presented a paper at the annual meeting of the American Nuclear Society on how nuclear energy could contribute to breaking America’s addiction to foreign oil. Donn Dears said the three technologies that could replace foreign oil used in the transportation sector all require large amounts of electricity. These technologies require from between 100 to 420 gigawatts of new generating capacity. This translates into between 67 and 280 new base load 1500 megawatt generating plants. While coal fired power plants could meet this demand, nuclear plants have the advantage of being emission free. These additional power plants are over and above those needed to accommodate population growth. While wind and other renewables can play a role in generating electricity to accommodate population growth, they are not suitable for base load generation that is required for implementing the three technologies that are needed to end America’s addiction to foreign oil. The three technologies are Plug-in Hybrid Vehicles using an extra battery, Hydrogen or Shale Oil. While ethanol can help reduce the amount of gasoline used in cars and trucks, America alone cannot produce enough ethanol (corn based and cellulosic) to replace the approximately 11 million barrels of oil used daily.
For more information go to www.tsaugust.org»

17 junho 2006

Vento complementar
É uma observação lógica: a energia eólica não substitui nem é substituída por qualquer outra. São complementares como, aliás, já mencionei antes. Quem também defende esta visão é Phil Dougherty do Departamento Federal de Energia norte-americana, que abordou a questão recentemente aquando de uma discussão pública que reuniu um grupo favorável e contra a energia eólica. A dificuldade é a de não ceder à demagogia e ao fundamentalismo. Será, nesse sentido, interessante acompanhar o debate que se vai realizar na Universidade do Porto, no dia 22 de Junho.

Energia Nuclear no Porto
A Universidade do Porto vai realizar um colóquio para debater a energia nuclear. Este debate, intitulado «20 anos depois de Chernobyl - Energia Nuclear em Portugal, Sim ou Não?», terá lugar no Salão Nobre da Universidade, Praça Gomes Teixeira, às 17h30 do dia 22 de Junho de 2006.
As questões ambientais, tecnológicas, de infra-estruturais e económicas, levantadas pela tecnologia nuclear serão abordadas pelo seguinte painel de especialistas:
Prof. Doutor Eduardo de Oliveira Fernandes, Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (Secção de Fluidos e Calor) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, especialista nas áreas da Energia e do Ambiente, em que já desempenhou actividade governativa.
Prof. Doutor António Fiúza, Professor Catedrático do Departamento de Engenharia de Minas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, responsável pelo Centro de Investigação em Geo-Ambiental e Recursos, especialista sobre tecnologias nucleares.
Prof. Doutor João Peças Lopes, Professor Associado do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e coordenador da Unidade de Sistemas de Energia do INESC – Porto, é perito na estabilidade e segurança de sistemas eléctricos e na integração de unidades produtoras de energia na rede eléctrica.
A sessão será presidida pelo Magífico Reitor da Universidade do Porto e contará com a presença de Sua Excelência o Cônsul da Ucrânia no Porto.
Acompanharemos com atenção o resultado desta interessante discussão e daremos conhecimento das conclusões assim que nos for possível aceder às mesmas.

15 junho 2006

Fábio Nuclear...
... que também dá pelo nome de Fábio Bittencourt, é o mais recente membro do blog «Central Nuclear». A sua presença, enquanto Engenheiro Físico, é uma mais-valia para este fórum de discussão. Apresento-lhe as boas-vindas e desejo que esta seja uma experiência enriquecedora para ele, visto que estou seguro que o será para todos nós!

14 junho 2006

Na Nova Zelândia também...
...se pretende discutir a opção da energia nuclear. De acordo com o «Newswire» a questão começa a ser pensada já enquanto solução para os problemas energéticos e os mega-apagões que por vezes fazem estragos: «Engineers say New Zealanders will be forced to consider nuclear power generation to meet future energy needs. The Institution of Professional Engineers, which has developed a national energy strategy, says Auckland's power blackout serves as a reminder about the vulnerability of the electricity system. IPENZ chief executive Andrew Cleland says in the short term, capital investment and quick decisions on transmission and generation issues are needed. But he says in 20 to 30 years' time the lack of fossil fuels may mean nuclear power generation close to Auckland is the best way to produce large amounts of electricity. Dr Cleland says the public needs to know all about the risks and benefits in the nuclear energy debate».

13 junho 2006

A ver só o que interessa
Quase que me escapava este acontecimento do início de Junho. Nos dias 4 e 5 de Junho, o primeiro ministro francês, Dominique De Villepin, deslocou-se à Finlândia. O primeiro ministro português, José Sócrates, também lá foi em romaria no dia 6 de Março.
Os objectivos, porém, foram diferentes. A Finlândia detém a presidência rotativa da UE no segundo trimestre de 2006 e, por isso, fazia sentido para Villepin uma visita de cortesia e de diplomacia, como os franceses, aliás, sempre souberam fazer. En passant, De Villepin trouxe de lá a assinatura de um contrato que permitirá à França construir um novo reactor nuclear daquele país nórdico. É o quinto reactor termonuclear (European Pressurised Reactor - EPR) que a Finlândia vai construir, desta vez com colaboração Franco-Germânica. É, assim, normal que a França aplauda e agradeça a política energética pró-nuclear...
O Engenheiro José Sócrates deslumbrou-se (e com razão, acrescente-se) com o desenvolvimento tecnológico finlandês. De tal forma que (e bem, saliente-se) conseguiu estreitar os laços de cooperação nesta área entre os dois países.
De acordo com o «Público», Sócrates terá afirmado que «Um dos objectivos da minha visita é aproveitar a experiência finlandesa no que respeita ao seu processo de desenvolvimento. A Finlândia venceu a sua crise estrutural [no início da década de 90], fazendo uma aposta central na inovação, na educação e na tecnologia».
Parece-me, contudo, que o primeiro ministro português só vê aquilo que lhe interessa e ignora, por exemplo, que a Finlândia produz e produzirá energia termonuclear de forma segura e decidida. Subscrevemos, aqui e já, as palavras de José Sócrates: aproveitemos a experiência finlandesa no que respeita ao seu processo de desenvolvimento.
É só o que é preciso.

12 junho 2006

Canal Nuclear
Cada vez menos o canal da Mancha é considerado uma separação entre a França e o Reino Unido. Tal como em todas as questões fundamentais (ou quase todas), estes países procuram soluções para problemas igualmente partilhados. Se recuarmos alguns meses na nossa memória, encontraremos, por certo, o episódio do corte/abrandamento de fornecimento de gás à Europa de leste e central. A maior parte dos países da União Europeia dependem em grande parte do fornecimento de gás da Rússia que, o inverno passado, e fruto de anormais baixas temperaturas, foi «forçada» a fechar a torneira. Portugal, Espanha, Itália passam, aparentemente incólumes à questão.
Realcêmos, porém, que é só aparentemente. No caso de Portugal, a grande parte do gás natural provém de uma zona igualmente instável: o Médio Oriente, mais precisamente da Argélia.
França e Reino Unido, de acordo com a Reuters, já acordaram para este problema e, no âmbito da diversificação energética e das demais tendências de segurança da União Europeia, decidiram cooperar para desenvolver a tecnologia termonuclear. Esta é uma das formas de evitar, numa percentagem importante, a dependência energética de terceiros (leia-se, da Rússia).
Nós estamos à espera de um corte de gás da Argélia. Só depois disso o governo colocará na agenda a questão da energia nuclear. Depois de colocar na agenda, o governo e os governados deverão discutir a questão e, só após, dar início à construção das centrais termonucleares. Ou seja, mais três ou quatro anos. Ficção?...

09 junho 2006

Como é possível...
... que uma pessoa de bem (individual ou colectiva) se possa furtar ao diálogo? Para mais, tratando-se de um assunto de vital importância como a energia nuclear! Para além de ficar mal na fotografia (por não ficar de todo), a WWF, mais precisamente a World Wild Life da Austrália, ao recusar pertencer ao grupo de trabalho sobre a possibilidade de utilização da energia termonuclear, perde igualmente a magnífica hipótese (mais não fosse, meramente táctica) de poder negar baseada em conhecimento de causa; de poder negar por ter tido acesso a determinada informação privilegiada... Mas não. Negou-se essa magnífica arma e preferiu disparatar antes do tempo. Que não e que nem quer saber de grupos de discussão para nada! Os fundamentalistas são isto...

08 junho 2006

Discussão pública nos antípodas
A Austrália é o maior exportador de carvão do mundo. Por esse motivo é mais fácil compreender os interesses e as pressões para que, durante anos a fio, nunca se tivesse conseguido discutir aberta e publicamente a opção do uso da energia nuclear. Finalmente - fruto das mesmas pressões que nós sofremos por via dos preços galopantes do petróleo e do gás - o primeiro ministro australiano decidiu juntar uma equipa de especialistas, a fim de se saber qual é a viabilidade do uso da energia termonuclear no seu país. Note-se que se trata, apenas e tão só, de uma discussão; de um estudo... Cito esta frase do texto da BBC que noticia o facto: «I don't expect to have nuclear power stations within Australia in the next 2-3 years (...). My sense is that we are some years into the future, but now is the time to begin to have the debate.»
Por cá, estamos nos antípodas. Em todos os sentidos. Que não mas talvez; que talvez mas não... e não saimos daqui. O primeiro ministro de Portugal continua a dizer mais do mesmo, no que a esta questão respeita, ou seja, que «não está na agenda do governo». Esclarecidos?
A medida mais lógica e inteligente (não desfazendo, naturalmente) seria, parece-me, discutir publicamente a questão. Discutir não ofende e, visto que mais cedo ou mais tarde terá que acontecer, não se percebe tanta hesitação.
Seguramente que não será mais caro reunir uma equipa composta por académicos, investigadores, engenheiros físicos, autarcas, ambientalistas, etc, etc, do que ficar sem saber em que pé ficamos. É que o preço da ignorância é muito elevado. Estou seguro que, como disse, mais cedo ou mais tarde, o debate público e a nível oficial vai acontecer. Resta saber se a opção «mais tarde» não será tarde de mais.

06 junho 2006

«A energia nuclear pode ser verde?»
Garanto que não li esta reportagem quando escrevi este post. Aliás, na essência não está sequer relacionado. O nosso leitor Geraldo Lisboa, de São Paulo, Brasil, enviou-nos o link para este excelente artigo de reportagem que, ao longo de seis páginas, a revista «Galileu», do grupo «Globo», recentemente publicou. Ao que parece, a energia nuclear pode ser verde...